Se já tem alguma experiência no mercado de ações, provavelmente não achará estranho o conceito de futuros. Muitas pessoas sentem uma mistura de curiosidade e respeito pelos futuros — por um lado, ouvem falar de lucros consideráveis obtidos com futuros, por outro, são assustadas por histórias de “liquidação” e “risco”. Então, o que exatamente são os futuros? Como os investidores comuns podem participar? Quais riscos práticos existem? Este artigo responderá a cada uma dessas perguntas.
O que são futuros? Visão geral das principais características
Futuros são um tipo de contrato financeiro derivado, também chamado de contrato de futuros. Este contrato especifica claramente o ativo subjacente, o preço de liquidação e a data de vencimento, entre outros elementos. De acordo com os termos do contrato, as partes devem realizar a troca pelo preço acordado dentro de um período futuro.
O escopo do ativo subjacente dos futuros é extremamente amplo, podendo incluir commodities, matérias-primas, câmbio, ações, títulos, índices ou outros ativos financeiros. Em volume de negociação global, os futuros de índices de ações dos EUA (como S&P 500, Dow Jones) são os mais negociados.
Quais elementos compõem um contrato de futuros?
Cada contrato de futuros é rigorosamente regulado pela bolsa de valores correspondente, incluindo:
Código e nome do ativo subjacente
Tamanho de contrato (multiplicador)
Unidade mínima de variação de preço
Horários de negociação
Data de vencimento e modo de liquidação (liquidação em dinheiro ou entrega física)
Futuros vs. Spot: entendendo a diferença essencial
Para entender futuros, é fundamental compará-los com o mercado spot. Spot é a negociação de bens físicos já existentes no mercado (ações, commodities, etc.), onde o comprador paga o valor total do ativo. Já o mercado de futuros é uma negociação de um contrato para uma data futura, onde basta pagar uma margem (normalmente 5%-10% do valor do contrato) para controlar uma posição muito maior do que esse valor.
Essa diferença gera as principais características dos futuros:
Dimensão
Futuros
Spot
Objeto da negociação
Contrato
Bem físico ou valor mobiliário
Necessidade de capital
Margem (5%-10%)
Pagamento integral
Data de vencimento
Sim
Não
Operações de compra e venda a descoberto
Sim
Para venda a descoberto, é necessário emprestar ações
Por que surgiram os futuros? Uma visão histórica da civilização agrícola
A origem dos instrumentos financeiros de futuros não é por acaso. Quando a sociedade humana passou da caça para a agricultura, os agricultores enfrentaram um problema inevitável — risco climático. Secas, enchentes, pragas e outros fatores naturais afetavam diretamente a produção, causando oscilações drásticas nos preços dos alimentos. Em épocas de colheita abundante, os preços despencavam; em épocas de baixa produção, subiam rapidamente.
Na sociedade tradicional, o governo central tentava estabilizar os preços por meio de estoques públicos. Mas países ocidentais passaram a usar uma abordagem mais contratual: na fase de plantio, agricultores assinavam contratos com comerciantes de grãos, fixando preços e quantidades para a colheita. Assim, ambos os lados conseguiam se proteger do risco — essa é a forma primitiva do contrato de futuros.
No mercado moderno, esse conceito foi institucionalizado e padronizado, tornando-se uma das principais ferramentas globais de gestão de risco.
Passo a passo para iniciantes: 7 etapas para começar a negociar futuros
1. Construir uma compreensão básica do mercado
Os futuros possuem três características essenciais que devem ser lembradas:
O contrato tem uma data de vencimento, não podendo ser mantido indefinidamente
Apenas uma margem é necessária, permitindo operações com alavancagem
Operações de compra e venda a descoberto são fáceis, diferentemente de ações, onde fazer venda a descoberto exige empréstimo de ações
2. Definir seu estilo de negociação
Avalie seus hábitos de investimento:
Investidores de longo prazo: futuros não são a ferramenta principal, servem mais para proteção
Operadores de curto prazo: alta liquidez e alavancagem tornam os futuros mais adequados
3. Abrir conta em corretora de futuros regulamentada
Os futuros são emitidos por bolsas de valores específicas, como a CME (Chicago Mercantile Exchange), NYMEX (New York Mercantile Exchange), COMEX (New York Commodities Exchange), ou a bolsa de Cingapura na Ásia. Investidores individuais devem abrir conta com uma corretora de futuros (departamento de futuros de uma corretora), que fornece sistema de ordens eletrônicas e conexão com a bolsa e a câmara de liquidação.
Ao escolher uma corretora, considere:
Segurança da plataforma e regulamentação
Velocidade e precisão nas cotações
Custos de negociação (taxas)
Diversidade de produtos disponíveis
4. Usar conta demo para testar estratégias
A maioria das plataformas confiáveis oferece contas de simulação gratuitas. Antes de investir dinheiro real, é fundamental testar exaustivamente seu sistema de negociação com fundos virtuais, verificando se consegue obter lucros consistentes com dados históricos.
Esse passo é crucial, pois a alavancagem dos futuros amplifica tanto ganhos quanto perdas. Testar na simulação ajuda a identificar vulnerabilidades do sistema.
5. Pesquisar profundamente o contrato desejado
Antes de escolher um ativo para negociar, entenda bem suas características:
Principais categorias de futuros:
Índices: S&P 500, Nasdaq 100, VIX
Câmbio: euro, libra, iene
Taxas de juros: títulos de 2, 5, 10 anos
Metais: ouro, prata, cobre, platina
Energia: petróleo, gás natural, gasolina, óleo de aquecimento
Após escolher o ativo, transfira recursos para sua conta de futuros. O mais importante nesta etapa não é o valor depositado, mas definir previamente pontos de stop loss e take profit.
Sugestões:
Calcular a perda máxima aceitável por operação
Configurar ordens automáticas de stop loss (para evitar decisões emocionais)
Definir metas de lucro e, ao alcançá-las, realizar o fechamento da posição
7. Criar e seguir rigorosamente um plano de negociação
O sucesso nos futuros depende de uma palavra: disciplina. Seu plano deve incluir:
Sinal de entrada (condições fundamentalistas ou técnicas)
Tamanho da posição (risco por operação não deve exceder X% da conta)
Configuração de stop loss e take profit
Relação risco-retorno desejada
Para futuros de ações, a análise é semelhante à de ações comuns (fundamentalista), mas, por causa do vencimento, recomenda-se entrar em momentos de sinais técnicos próximos de desencadear.
Comprar e vender a descoberto: os dois lados do mercado de futuros
Estratégia de compra (bullish)
Quando você espera que o preço de um ativo suba, adota a estratégia de compra: comprar contrato de futuros e vender quando o preço subir para obter lucro.
Exemplo 1: expectativa de alta no petróleo
Ação: comprar contrato de petróleo E-mini na CME
Sinal: redução na oferta, aumento na demanda, notícias favoráveis
Lucro: se o preço do petróleo subir como esperado, o valor do contrato aumenta e você vende com lucro
Exemplo 2: otimismo com a recuperação do mercado de ações
Ação: comprar contrato de índice S&P 500 E-mini na CME
Sinal: política monetária expansionista, dados econômicos melhores
Lucro: se o mercado subir, o contrato valoriza
Estratégia de venda a descoberto (bearish)
Por outro lado, quando se espera que o preço caia, adota-se a venda a descoberto: vender contrato de futuros e recomprar após a queda, lucrando com a diferença.
Exemplo 1: expectativa de forte queda no petróleo
Ação: vender contrato de petróleo E-mini na CME
Sinal: excesso de oferta, demanda fraca
Lucro: se o preço cair, o valor do contrato diminui e você recompra com lucro
Exemplo 2: previsão de queda do mercado de ações
Ação: vender contratos de índice S&P 500 ou Dow Jones
Sinal: política de aperto monetário, alta da inflação
Lucro: se o mercado cair como esperado, a posição vendida gera ganhos
O trunfo dos futuros: alavancagem e hedge
Poder da alavancagem
A característica mais atraente dos futuros é a alavancagem. Com uma pequena margem, controla-se um valor muito maior do que o depositado. Por exemplo, com $2000 de margem, é possível negociar um contrato de petróleo de $40.000 (alavancagem de 20x).
Isso significa:
Alta eficiência de capital: pouco dinheiro controla uma grande posição
Lucros potencialmente elevados: acertos podem gerar ganhos expressivos
Risco aumentado: erros de previsão podem levar a perdas enormes
Uso de hedge na prática
Hedge é uma das aplicações mais importantes dos futuros. Imagine que você possui ações da Apple, mas teme uma queda do mercado:
Estratégia de hedge:
Mantém as ações da Apple (confiante na empresa)
Vende contratos de índice S&P 500 (para se proteger do risco sistêmico)
Análise do resultado:
Se o mercado cair: as ações da Apple perdem valor, mas a posição vendida de índice ganha, compensando parcialmente a perda
Se o mercado subir: as ações da Apple lucram, a posição vendida de índice perde, mas, se a alta da Apple superar a queda do índice, o resultado global ainda é positivo
Essa estratégia é comum antes de grandes anúncios de dados econômicos ou antes de feriados prolongados, ajudando a reduzir a incerteza.
Vantagens e desvantagens do investimento em futuros
Vantagens principais
1. Alta eficiência de capital
A alavancagem permite que pequenos investidores participem de operações de grande porte.
2. Flexibilidade de operações a favor ou contra o mercado
Ao contrário do mercado de ações, onde vender a descoberto é mais complexo, nos futuros é fácil abrir posições de venda.
3. Alta liquidez
Mercados internacionais de futuros têm grande volume, negociações frequentes, spreads estreitos, facilitando entradas e saídas rápidas.
4. Ferramenta de gestão de risco
Para hedge, os futuros são essenciais para investidores institucionais.
Riscos e desvantagens principais
1. Risco de alavancagem — faca de dois gumes
A alavancagem aumenta ganhos e perdas. Sem disciplina rígida de stop loss, uma pequena oscilação de preço pode levar à liquidação forçada. Em eventos de grande impacto, gaps de preço podem pular seu nível de stop, causando perdas ilimitadas.
2. Risco de perda ilimitada
Ao comprar ações, o máximo que se perde é o valor investido. Nos futuros, a perda pode superar a margem depositada, exigindo aportes adicionais. Se não for possível, o corretor pode liquidar a posição forçadamente, podendo gerar dívidas.
3. Liquidação obrigatória na data de vencimento
Os contratos têm uma data fixa de vencimento, obrigando o fechamento ou rolagem antes disso, o que pode gerar custos extras.
4. Alto nível de especialização necessário
Negociar futuros exige conhecimento técnico, gestão de margem, compreensão de contratos, além de forte controle emocional.
5. Rigidez dos contratos padronizados
Os contratos de futuros são padronizados, com tamanhos, vencimentos e margens definidos pela bolsa. Apesar de existirem mini contratos, a flexibilidade é menor do que na negociação à vista.
Contratos por diferença (CFD): uma alternativa de menor barreira
Contratos por Diferença (CFD, Contract For Difference) são instrumentos derivativos emergentes, que vêm ganhando popularidade entre investidores de varejo.
Como funcionam os CFDs?
CFD é um contrato entre o investidor e a corretora, baseado na variação do preço do ativo. Não há entrega física, apenas pagamento da diferença de preço. Uma grande vantagem é que não há uma data de vencimento fixa, podendo ser mantidos indefinidamente, sem necessidade de rolar contratos.
CFD vs. futuros: comparação de vantagens
Maior variedade de ativos
No mercado doméstico, a oferta de futuros é limitada, enquanto plataformas de CFD oferecem centenas de ativos, incluindo ações, câmbio, índices, criptomoedas e commodities.
Maior flexibilidade de especificações
Volume de negociação pode ser ajustado (0,01 lote, 0,5 lote, etc.)
Alavancagem ajustável (de 1x a 200x, dependendo do risco)
Contratos de futuros são mais rígidos nesse aspecto
Custos mais baixos
Devido à maior flexibilidade de alavancagem, os CFDs geralmente requerem margens menores, facilitando o acesso.
Pontos-chave na negociação de CFDs
1. Gestão de alavancagem é prioridade
Embora não tenham vencimento, os CFDs envolvem risco de alavancagem. Ajuste a alavancagem conforme o ativo:
Ativos de baixa volatilidade (como câmbio): usar maior alavancagem
Ativos de alta volatilidade (ações, commodities): usar menor alavancagem
2. Elaborar um plano de negociação completo
Assim como nos futuros, o sucesso depende de estratégia rigorosa:
Sinal de entrada bem definido
Stop loss e take profit pré-estabelecidos
Gestão de risco adequada
Resumindo: o que são futuros e você é o perfil certo?
Futuros são contratos que combinam a negociação futura de um ativo, com características principais de alavancagem, ausência de pagamento integral imediato e possibilidade de operar nas duas direções. São ferramentas tanto de especulação (lucro com variações de preço) quanto de proteção (hedge para reduzir perdas).
A sua participação depende de:
✓ Ter educação financeira sólida e preparo psicológico
✓ Seguir rigorosamente o plano de stop loss
✓ Ter capital suficiente para suportar possíveis liquidações
✓ Ter estratégia testada e consistente
Recomendações finais:
Praticar bastante em conta demo até obter resultados consistentes
Começar com posições pequenas no mercado real
Acumular experiência e aumentar o risco gradualmente
Priorizar sempre a preservação do capital, antes de buscar lucros
Futuros não são jogo de azar, mas instrumentos financeiros que exigem conhecimento, disciplina e paciência. Histórias de “enriquecimento rápido” muitas vezes terminam em perdas; investidores que mantêm uma estratégia estável e bem fundamentada são os verdadeiros vencedores.
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Introdução ao Comércio de Futuros: Comece do Zero para Entender o que São Futuros e sua Gestão de Riscos
Se já tem alguma experiência no mercado de ações, provavelmente não achará estranho o conceito de futuros. Muitas pessoas sentem uma mistura de curiosidade e respeito pelos futuros — por um lado, ouvem falar de lucros consideráveis obtidos com futuros, por outro, são assustadas por histórias de “liquidação” e “risco”. Então, o que exatamente são os futuros? Como os investidores comuns podem participar? Quais riscos práticos existem? Este artigo responderá a cada uma dessas perguntas.
O que são futuros? Visão geral das principais características
Futuros são um tipo de contrato financeiro derivado, também chamado de contrato de futuros. Este contrato especifica claramente o ativo subjacente, o preço de liquidação e a data de vencimento, entre outros elementos. De acordo com os termos do contrato, as partes devem realizar a troca pelo preço acordado dentro de um período futuro.
O escopo do ativo subjacente dos futuros é extremamente amplo, podendo incluir commodities, matérias-primas, câmbio, ações, títulos, índices ou outros ativos financeiros. Em volume de negociação global, os futuros de índices de ações dos EUA (como S&P 500, Dow Jones) são os mais negociados.
Quais elementos compõem um contrato de futuros?
Cada contrato de futuros é rigorosamente regulado pela bolsa de valores correspondente, incluindo:
Futuros vs. Spot: entendendo a diferença essencial
Para entender futuros, é fundamental compará-los com o mercado spot. Spot é a negociação de bens físicos já existentes no mercado (ações, commodities, etc.), onde o comprador paga o valor total do ativo. Já o mercado de futuros é uma negociação de um contrato para uma data futura, onde basta pagar uma margem (normalmente 5%-10% do valor do contrato) para controlar uma posição muito maior do que esse valor.
Essa diferença gera as principais características dos futuros:
Por que surgiram os futuros? Uma visão histórica da civilização agrícola
A origem dos instrumentos financeiros de futuros não é por acaso. Quando a sociedade humana passou da caça para a agricultura, os agricultores enfrentaram um problema inevitável — risco climático. Secas, enchentes, pragas e outros fatores naturais afetavam diretamente a produção, causando oscilações drásticas nos preços dos alimentos. Em épocas de colheita abundante, os preços despencavam; em épocas de baixa produção, subiam rapidamente.
Na sociedade tradicional, o governo central tentava estabilizar os preços por meio de estoques públicos. Mas países ocidentais passaram a usar uma abordagem mais contratual: na fase de plantio, agricultores assinavam contratos com comerciantes de grãos, fixando preços e quantidades para a colheita. Assim, ambos os lados conseguiam se proteger do risco — essa é a forma primitiva do contrato de futuros.
No mercado moderno, esse conceito foi institucionalizado e padronizado, tornando-se uma das principais ferramentas globais de gestão de risco.
Passo a passo para iniciantes: 7 etapas para começar a negociar futuros
1. Construir uma compreensão básica do mercado
Os futuros possuem três características essenciais que devem ser lembradas:
2. Definir seu estilo de negociação
Avalie seus hábitos de investimento:
3. Abrir conta em corretora de futuros regulamentada
Os futuros são emitidos por bolsas de valores específicas, como a CME (Chicago Mercantile Exchange), NYMEX (New York Mercantile Exchange), COMEX (New York Commodities Exchange), ou a bolsa de Cingapura na Ásia. Investidores individuais devem abrir conta com uma corretora de futuros (departamento de futuros de uma corretora), que fornece sistema de ordens eletrônicas e conexão com a bolsa e a câmara de liquidação.
Ao escolher uma corretora, considere:
4. Usar conta demo para testar estratégias
A maioria das plataformas confiáveis oferece contas de simulação gratuitas. Antes de investir dinheiro real, é fundamental testar exaustivamente seu sistema de negociação com fundos virtuais, verificando se consegue obter lucros consistentes com dados históricos.
Esse passo é crucial, pois a alavancagem dos futuros amplifica tanto ganhos quanto perdas. Testar na simulação ajuda a identificar vulnerabilidades do sistema.
5. Pesquisar profundamente o contrato desejado
Antes de escolher um ativo para negociar, entenda bem suas características:
Principais categorias de futuros:
6. Depositar fundos e definir limites de risco
Após escolher o ativo, transfira recursos para sua conta de futuros. O mais importante nesta etapa não é o valor depositado, mas definir previamente pontos de stop loss e take profit.
Sugestões:
7. Criar e seguir rigorosamente um plano de negociação
O sucesso nos futuros depende de uma palavra: disciplina. Seu plano deve incluir:
Para futuros de ações, a análise é semelhante à de ações comuns (fundamentalista), mas, por causa do vencimento, recomenda-se entrar em momentos de sinais técnicos próximos de desencadear.
Comprar e vender a descoberto: os dois lados do mercado de futuros
Estratégia de compra (bullish)
Quando você espera que o preço de um ativo suba, adota a estratégia de compra: comprar contrato de futuros e vender quando o preço subir para obter lucro.
Exemplo 1: expectativa de alta no petróleo
Exemplo 2: otimismo com a recuperação do mercado de ações
Estratégia de venda a descoberto (bearish)
Por outro lado, quando se espera que o preço caia, adota-se a venda a descoberto: vender contrato de futuros e recomprar após a queda, lucrando com a diferença.
Exemplo 1: expectativa de forte queda no petróleo
Exemplo 2: previsão de queda do mercado de ações
O trunfo dos futuros: alavancagem e hedge
Poder da alavancagem
A característica mais atraente dos futuros é a alavancagem. Com uma pequena margem, controla-se um valor muito maior do que o depositado. Por exemplo, com $2000 de margem, é possível negociar um contrato de petróleo de $40.000 (alavancagem de 20x).
Isso significa:
Uso de hedge na prática
Hedge é uma das aplicações mais importantes dos futuros. Imagine que você possui ações da Apple, mas teme uma queda do mercado:
Estratégia de hedge:
Análise do resultado:
Essa estratégia é comum antes de grandes anúncios de dados econômicos ou antes de feriados prolongados, ajudando a reduzir a incerteza.
Vantagens e desvantagens do investimento em futuros
Vantagens principais
1. Alta eficiência de capital A alavancagem permite que pequenos investidores participem de operações de grande porte.
2. Flexibilidade de operações a favor ou contra o mercado Ao contrário do mercado de ações, onde vender a descoberto é mais complexo, nos futuros é fácil abrir posições de venda.
3. Alta liquidez Mercados internacionais de futuros têm grande volume, negociações frequentes, spreads estreitos, facilitando entradas e saídas rápidas.
4. Ferramenta de gestão de risco Para hedge, os futuros são essenciais para investidores institucionais.
Riscos e desvantagens principais
1. Risco de alavancagem — faca de dois gumes A alavancagem aumenta ganhos e perdas. Sem disciplina rígida de stop loss, uma pequena oscilação de preço pode levar à liquidação forçada. Em eventos de grande impacto, gaps de preço podem pular seu nível de stop, causando perdas ilimitadas.
2. Risco de perda ilimitada Ao comprar ações, o máximo que se perde é o valor investido. Nos futuros, a perda pode superar a margem depositada, exigindo aportes adicionais. Se não for possível, o corretor pode liquidar a posição forçadamente, podendo gerar dívidas.
3. Liquidação obrigatória na data de vencimento Os contratos têm uma data fixa de vencimento, obrigando o fechamento ou rolagem antes disso, o que pode gerar custos extras.
4. Alto nível de especialização necessário Negociar futuros exige conhecimento técnico, gestão de margem, compreensão de contratos, além de forte controle emocional.
5. Rigidez dos contratos padronizados Os contratos de futuros são padronizados, com tamanhos, vencimentos e margens definidos pela bolsa. Apesar de existirem mini contratos, a flexibilidade é menor do que na negociação à vista.
Contratos por diferença (CFD): uma alternativa de menor barreira
Contratos por Diferença (CFD, Contract For Difference) são instrumentos derivativos emergentes, que vêm ganhando popularidade entre investidores de varejo.
Como funcionam os CFDs?
CFD é um contrato entre o investidor e a corretora, baseado na variação do preço do ativo. Não há entrega física, apenas pagamento da diferença de preço. Uma grande vantagem é que não há uma data de vencimento fixa, podendo ser mantidos indefinidamente, sem necessidade de rolar contratos.
CFD vs. futuros: comparação de vantagens
Maior variedade de ativos No mercado doméstico, a oferta de futuros é limitada, enquanto plataformas de CFD oferecem centenas de ativos, incluindo ações, câmbio, índices, criptomoedas e commodities.
Maior flexibilidade de especificações
Custos mais baixos Devido à maior flexibilidade de alavancagem, os CFDs geralmente requerem margens menores, facilitando o acesso.
Pontos-chave na negociação de CFDs
1. Gestão de alavancagem é prioridade Embora não tenham vencimento, os CFDs envolvem risco de alavancagem. Ajuste a alavancagem conforme o ativo:
2. Elaborar um plano de negociação completo Assim como nos futuros, o sucesso depende de estratégia rigorosa:
Resumindo: o que são futuros e você é o perfil certo?
Futuros são contratos que combinam a negociação futura de um ativo, com características principais de alavancagem, ausência de pagamento integral imediato e possibilidade de operar nas duas direções. São ferramentas tanto de especulação (lucro com variações de preço) quanto de proteção (hedge para reduzir perdas).
A sua participação depende de:
Recomendações finais:
Futuros não são jogo de azar, mas instrumentos financeiros que exigem conhecimento, disciplina e paciência. Histórias de “enriquecimento rápido” muitas vezes terminam em perdas; investidores que mantêm uma estratégia estável e bem fundamentada são os verdadeiros vencedores.