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Um académico de Harvard questionou recentemente a perspetiva de um líder político sobre a Venezuela, apontando uma falha fundamental no raciocínio. O argumento é: recursos naturais vastos como reservas de petróleo não devem substituir instituições democráticas e uma governação económica sólida. É uma falácia comum — a ideia de que a riqueza de commodities por si só pode sustentar a prosperidade. A história mostra o contrário. Países com recursos abundantes frequentemente enfrentam desafios de governação, instabilidade cambial e fuga de capitais. Esta "maldição dos recursos" tem-se repetido nos mercados globais. Quando os decisores políticos confundem riqueza energética com independência económica, perdem a perspetiva maior: a força institucional, o Estado de direito e os mercados transparentes são o que realmente impulsiona a estabilidade a longo prazo. Mesmo pelos seus próprios critérios, tais argumentos desmoronam-se sob escrutínio. A lição? A verdadeira resiliência económica depende dos fundamentos, não apenas das commodities.