Cruzamento técnico do bitcoin: quando esperar queda crítica para $36 000?

No gráfico de três dias, o bitcoin formou uma forte cruz de urso — um sinal técnico que, desde 2014, frequentemente precede correções significativas no valor da criptomoeda. Analistas sugerem que, se a história se repetir, o ativo pode cair até à marca psicológica de $36 000, que corresponde à extensão de 1,618 dos níveis de Fibonacci, observada durante a crise de 2018 e o colapso de mercado de 2022.

Essa cruz ocorre quando a média móvel de 50 dias (MA50) cruza abaixo da média de 200 dias (MA200) — um clássico sinal de urso na análise técnica. A situação atual indica um enfraquecimento do poder de mercado: o ativo está a negociar abaixo de ambas as linhas de tendência após perder impulso em torno de $70 000.

Verificação histórica: como se comportou o bitcoin anteriormente?

Quando essa cruz técnica apareceu em ciclos passados, os resultados foram consistentes e pouco animadores para os touros. Durante a crise de 2018 e a queda de 2022, o ativo caiu cerca de 52% a partir do ponto de cruzamento. Em um ciclo ainda mais antigo, em 2014, a queda atingiu 57%, demonstrando a fiabilidade desse sinal como preditor de correções de preço.

Com base nessa história, especialistas identificaram uma zona de acumulação entre $40 000 e $36 000. O primeiro nível ($40 000) corresponde à extensão padrão de Fibonacci, enquanto o segundo ($36 000) é uma queda típica de 52% após a cruz de três dias. Se a repetição do padrão histórico ocorrer, essa zona pode atrair investidores institucionais para acumular posições.

O que provocou a reversão atual?

Antes da recente reversão, o bitcoin subiu quase até $74 000 entre 4 e 5 de março — uma máxima mensal que momentaneamente elevou o otimismo dos traders. Esse movimento foi apoiado por vários fatores: fechamento massivo de posições short (short squeeze), influxo recente de capital em ETFs de Bitcoin à vista e tensões geopolíticas no Oriente Médio, que tradicionalmente sustentam a procura por ativos deflacionários.

Um detalhe interessante foi a correlação atípica do bitcoin com a valorização do dólar americano — fenômeno que surgiu no final de 2024 e continuou durante a alta. No entanto, após o rápido crescimento, veio uma fadiga: um pullback que destruiu grande parte dos lucros semanais dos traders.

Situação atual: onde está o bitcoin?

No momento desta análise, o bitcoin negociava a cerca de $68.59K, uma queda de 0.39% nas últimas 24 horas. O ativo permanece sob pressão: o preço está bem abaixo da SMA de 50 dias, em $75 548, e significativamente abaixo da SMA de 200 dias, em $96 080.

Negociar abaixo de ambas as médias móveis geralmente confirma a dominância de urso no mercado. Contudo, os indicadores de impulso apresentam uma imagem mais nuanceada. O índice de força relativa (RSI) de 14 dias do bitcoin está em 45.93, numa zona neutra — nem sobrecomprado nem sobrevendido. Isso indica que ainda há espaço para movimentos em ambas as direções.

E agora?

A cruz técnica no gráfico de três dias continua sendo um sinal crítico para monitoramento. Se o ativo confirmar a reversão e romper abaixo dos mínimos locais atuais, a probabilidade de atingir a zona de $40 000–$36 000 aumenta significativamente. No entanto, o RSI na zona neutra e a ausência de sobrevenda extrema deixam espaço para cenários alternativos — incluindo uma reversão na zona de suporte atual.

Investidores e traders devem aguardar por confirmações adicionais do cruzamento antes de tomar decisões críticas. A história mostra que esses sinais são sérios, mas cada gráfico conta uma história nova.

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