Acabei de perceber algo surpreendente sobre a história financeira do Canadá que a maioria das pessoas ignora completamente. Em 1965, as reservas de ouro do Canadá atingiram 1.023 toneladas—valendo cerca de 149 bilhões de dólares na moeda de hoje. Agora? Zero. Literalmente nada. 🤯



Eles não o perderam. Venderam tudo. Lentamente, de forma metódica, ao longo de décadas e sob vários governos. Trudeau, Mulroney, Crow, Thiessen—diferentes eras, mesma direção. A lógica na época fazia sentido: quem precisa de ouro físico quando você tem títulos estrangeiros, ativos líquidos e um sistema financeiro moderno, certo?

Aqui é onde fica interessante, no entanto. O Canadá agora é o ÚNICO país do G7 sem reservas de ouro. Enquanto isso, os EUA estão confortavelmente com cerca de 8.133 toneladas. Alemanha? 3.352 toneladas. Economias menores até mantiveram seu ouro. Mas o Canadá não.

Estou realmente curioso se essa estratégia parece tão inteligente hoje quanto parecia há 20-30 anos. Estamos vivendo em um mundo totalmente diferente agora—preocupações com inflação estão de volta, tensões geopolíticas aumentam, as pessoas de repente estão obcecadas por ativos tangíveis novamente. A relevância do ouro voltou à conversa. Criptomoedas entraram no debate de "reserva de valor". Tudo mudou.

A pergunta que fica na minha cabeça: foi realmente uma jogada inteligente liquidar todas aquelas reservas de ouro do Canadá? Ou essa é uma daquelas decisões históricas que as futuras gerações vão olhar para trás e se perguntar "o que eles estavam pensando?"

Engraçado como esses ciclos funcionam. Às vezes, o antigo manual de estratégias volta a ser relevante quando tudo o mais parece incerto.
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