Sempre que se fala sobre os maiores produtores de cobre do mundo, o Chile é o nome que vem à mente. Mas o que chama atenção mesmo é como o mapa da produção global mudou drasticamente nas últimas duas décadas.



Vejo que em 2024 o Chile mantém sua posição de liderança com 5,3 milhões de toneladas anuais, praticamente a mesma coisa desde 2000. É estável, é sólido, mas não é exatamente uma explosão de crescimento. O interessante é o que acontece com os outros.

A República Democrática do Congo é o caso mais impressionante. Em 2000 praticamente não produzia cobre, e agora é o segundo maior produtor de cobre do mundo com 3,3 milhões de toneladas por ano. Só para ter ideia, em 2020 eram apenas 1,3 milhões de toneladas. A aceleração foi absurda. A China também merece destaque, saindo de 510 mil toneladas em 2000 para 1,8 milhões em 2024. O Peru não fica atrás, crescendo de 530 mil para 2,6 milhões de toneladas.

Então basicamente três países transformaram completamente sua produção. E por trás disso tem demanda forte do Oriente, propriedade de minas estratégicas, concessões de longo prazo e esses acordos de troca infraestrutura por recursos que viraram moda. Os maiores produtores de cobre do mundo hoje refletem essa dinâmica geopolítica e econômica que moldou a indústria nos últimos 25 anos.

Os outros produtores? Meio que ficaram no mesmo lugar. Mas esses três, especialmente o Congo, realmente mudaram o jogo.
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