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A ação de $5 bilhões de Trump contra o JPMorgan marca uma escalada na disputa pelo acesso bancário
No início de 2025, o ex-Presidente dos EUA Donald Trump intensificou a sua queixa de debanking ao apresentar uma ação federal contra o JPMorgan no tribunal estadual do condado de Miami-Dade. A queixa alega que o gigante bancário encerrou as suas contas pessoais e comerciais “sem aviso prévio ou provocação”, buscando uma indemnização de 5 mil milhões de dólares da instituição e do seu CEO, Jamie Dimon. Segundo a reportagem da Bloomberg, Trump acusou o JPMorgan de difamação comercial e violação do pacto implícito de boa fé, além de acusar individualmente Dimon de violar a lei da Flórida sobre práticas comerciais enganosas.
A Ação Judicial e a Resposta do JPMorgan
O JPMorgan tem negado consistentemente que as decisões de debanking sejam motivadas por considerações políticas ou religiosas. Um porta-voz do banco desconsiderou a ação judicial como sem mérito, afirmando que “não fechamos contas por motivos políticos ou religiosos”. O próprio Dimon abordou alegações semelhantes em dezembro, afirmando que “nós debankamos pessoas que são democratas. Nós debankamos pessoas que são republicanas. Já debankamos pessoas de diferentes religiões. Nunca foi por esse motivo.” Esta defesa reflete a posição do banco de que o encerramento de contas segue procedimentos estabelecidos de conformidade e avaliação de risco, e não critérios ideológicos.
O Contexto Político por Trás das Alegações de Trump
O argumento de Trump sobre o debanking baseou-se fortemente nas suas alegações contenciosas acerca do ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Em publicações nas redes sociais de meados de janeiro de 2025, ele caracterizou o incidente como justificado, citando a sua afirmação de que a eleição presidencial de 2020 foi “fraudada” — uma alegação contradita pela sua derrota de 74 votos eleitorais para o Presidente Joe Biden. Essas declarações fizeram parte do pano de fundo para a apresentação da sua ação judicial.
Debanking como uma Questão de Política em Crescimento
A questão do debanking ultrapassou o caso individual de Trump. Em agosto de 2024, Trump assinou uma ordem executiva direcionada a “debanking politizado ou ilegal”, instruindo os reguladores dos EUA a investigarem as alegações e desenvolverem medidas preventivas. Os legisladores republicanos no Congresso também têm pressionado por soluções legislativas, procurando incluir disposições sobre debanking em projetos de lei pendentes sobre a estrutura do mercado.
O movimento ganhou impulso particular durante 2024, quando mais de 30 executivos de tecnologia e criptomoedas divulgaram publicamente alegações de debanking contra várias instituições financeiras. Os participantes da indústria cunharam o termo “Operação Chokepoint 2.0” para descrever o que consideram ser um esforço coordenado por parte dos reguladores governamentais para restringir o acesso bancário daqueles envolvidos em ativos digitais. Esta narrativa sugere que incidentes individuais de debanking são sintomas de um padrão de política mais amplo, posicionando a ação judicial de Trump dentro do debate mais amplo sobre acesso financeiro e excesso de regulamentação nos setores de cripto e fintech.