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FedEx dá o primeiro tiro na "guerra dos reembolsos": processa o governo Trump para recuperar tarifas ilegais
FedEx entrou com uma ação judicial formal contra o governo dos Estados Unidos, solicitando o reembolso das tarifas aduaneiras impostas pelo governo Trump com base em poderes de emergência. Esta é a primeira grande empresa americana a tomar medidas legais para reivindicar compensação desde que a Suprema Corte declarou ilegal tal medida de tributação abrangente.
A empresa apresentou uma queixa na Segunda-feira ao Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, solicitando explicitamente que o governo devolva as tarifas impostas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Na queixa, a FedEx argumenta que, de acordo com a decisão da semana passada da Suprema Corte, o presidente não tem autoridade para impor tais tarifas usando poderes de emergência, e, portanto, busca o reembolso integral de todas as tarifas IEEPA pagas ao governo dos EUA.
Esta ação legal aborda um ponto crítico na disputa comercial atual. Embora a opinião da Suprema Corte tenha derrubado uma importante política durante o mandato do presidente Trump, ela não esclarece se o governo deve devolver as receitas das tarifas relacionadas. Especialistas estimam que, no último ano, as receitas de tarifas envolvidas atingiram pelo menos 160 bilhões de dólares. Atualmente, muitos casos de contribuintes buscando reembolso estão sendo apresentados ao Tribunal de Comércio Internacional, que deve ser responsável por tratar dessas questões de devolução.
O governo Trump adotou uma postura firme em relação ao reembolso. A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, sugeriu que o reembolso provavelmente não ocorrerá em curto prazo, alertando que o processo pode enfrentar uma longa batalha jurídica. Ao mesmo tempo, como medida de resposta, Washington começou a implementar uma nova política de tarifas globais para substituir as tarifas IEEPA consideradas ilegais.
Busca por reparação legal e reembolso integral
De acordo com o Financial Times do Reino Unido, a FedEx destacou na queixa que esta ação judicial foi uma “medida necessária” tomada como importadora registrada, com o objetivo de proteger seus direitos. A empresa afirmou: “Durante o período de mudanças regulatórias, apoiar nossos clientes continua sendo nossa prioridade.” A FedEx invoca a decisão da Suprema Corte sobre a ilegalidade das tarifas IEEPA para buscar o reembolso de todos os impostos pagos ao governo relacionados.
A decisão da semana passada da Suprema Corte representou um grande revés para a Casa Branca, ao determinar que o presidente não tinha autorização para usar poderes de emergência para impor tarifas. No entanto, a Corte Suprema deixou a questão de como lidar com os fundos já arrecadados para os tribunais inferiores. Até o momento, a Customs and Border Protection (CBP) e a Casa Branca ainda não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
Secretaria do Tesouro indica que reembolso pode demorar
Sobre a ausência de uma decisão da Suprema Corte quanto ao reembolso, Trump afirmou na sexta-feira passada que isso é “louco”. Em resposta, o secretário do Tesouro, Janet Yellen, expressou uma posição semelhante à do presidente, dizendo durante um evento em Dallas que o pagamento do reembolso provavelmente não ocorrerá em breve.
Yellen afirmou: “Minha sensação é que isso pode levar semanas, meses ou até anos.” Ela acrescentou: “Tenho a impressão de que o povo americano não verá esse dinheiro.” Isso indica que o governo está preparado para uma disputa prolongada sobre o reembolso.
Nova política de tarifas entra em vigor rapidamente
Logo após a decisão da Suprema Corte, o governo Trump ajustou rapidamente sua estratégia tarifária. Na sexta-feira passada, Trump anunciou que substituiria as tarifas IEEPA por tarifas gerais de 10%, e no sábado informou que aumentaria a taxa para 15%.
Segundo a CCTV News, o Escritório da Casa Branca anunciou recentemente que aplicará uma tarifa de importação de 10% sobre bens importados para os EUA, por um período de 150 dias, com início às 0h01 do dia 24 de fevereiro, horário do leste dos EUA. No entanto, sinais indicam que o governo está se preparando para elevar oficialmente a tarifa global para 15%, embora o cronograma de implementação ainda não tenha sido definido.
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